Consequências da busca por padrões de beleza idealizados

Júlia Paiva Martins - Aluna do Extensivo Tarde

Determinismo do meio como consequências do capitalismo a busca inconsequente e desmedida pelos padrões de beleza acarreta inúmeros problemas para a sociedade contemporânea.  A frustação, as doenças físicas, a depressão e o suicídio exemplificam a relevância desse tema como uma questão de saúde pública, sendo essas possíveis consequências da imposição de padrões. Além disso, outras problemáticas podem ser abordadas: a criação desses padrões pelo capitalismo e a necessidade de identificação do indivíduo.

A priori, pode-se afirmar que o sistema econômico, político e social vigente desde a revolução industrial (século XIX) é um dos principais responsáveis pelo surgimento desses padrões. O capitalismo visa ao lucro desmedido e, muitas vezes, irresponsável perante o indivíduo, mediante a exploração da mão de obra ou, como nesse caso, da criação de padrões. Esses permeiam todos os aspectos da vida de uma pessoa, desde o que ela veste, come ou até mesmo como se apresenta. Um exemplo, cientificamente comprovado, do quão irreais são os padrões imposto por esse sistema é a boneca Barbie, que, em uma escala real, cria uma mulher “perfeita”, porém impossível de existir, biologicamente, por conseguinte, não cria identificação entre o produto e o consumidor, logo, tal padrão impossível será o objetivo de aparência desse comprador.

Outrossim, essa necessidade por identificação com a mercadoria consumida também ocorre no meio social e ela configura-se com um dos conceitos apresentados pela escola literária do Naturalismo. O “Determinismo do meio” apresenta-se por uma característica nata do indivíduo que representa a busca por seus semelhantes ou a adequação da pessoa a um determinado espaço ou grupo. Essa adequação, em sua maioria, é problemática, pois os padrões nem sempre são atingidos, o que culmina na frustação e nos outros imbróglios citados anteriormente e, quando são, os meios não costumam ser os mais saudáveis e recomendados à saúde.

Infere-se, portanto, a incumbência do Ministério da Saúde, juntamente ao Legislativo, na criação de novas formas de lidar com esse problema. Essa, por meio de punições legais a empresas e indústrias midiáticas que propagarem tais padrões como ideias e de campanhas que apresentem as consequências à saúde que essa busca pode acarretar, a fim de reduzir essa perseguição pelos padrões, amenizando, o Determinismo do meio implantado pelo Capitalismo.

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